Como o Brasil pode se beneficiar com a liberação do etanol na gasolina nos EUA
O Brasil pode ganhar com a liberação da venda de gasolina com 15% de etanol (E15) nos EUA, de acordo com um relatório da StoneX. A aprovação do projeto de lei que libera a venda de E15 durante todo o ano no mercado americano pode abrir uma janela estratégica de vendas para o Brasil.
Atualmente, a comercialização do E15 é proibida no verão americano por razões ambientais, o que limita o uso do biocombustível em parte do período de maior consumo. No entanto, se o texto for aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente, a mistura de 15% se tornará uma realidade permanente no maior mercado de etanol do mundo.
Impacto no mercado global de etanol
O relatório destaca que a liberação do E15 pode levar a uma redução do excedente exportável americano, o que pode abrir espaço para que outros países, como o Brasil, ampliem sua fatia no comércio internacional de etanol. Além disso, a perspectiva é de que a redução da oferta americana no mercado internacional exerça pressão altista sobre os preços globais do etanol a partir do fim de 2026 e ao longo de 2027.
Os principais destinos para as exportações de etanol brasileiro podem ser a União Europeia e a Índia, que já importam volumes relevantes dos EUA e têm agendas claras de transição energética.
Benefícios para o Brasil
Para o Brasil, maior produtor mundial de etanol de cana-de-açúcar, a liberação do E15 nos EUA pode criar um ambiente de maior remuneração potencial às exportações, além de reforçar a atratividade de investimentos na expansão da capacidade produtiva e logística.
Além disso, o milho também tende a ser beneficiado do lado da demanda global, ainda que os efeitos de maior fôlego só devam se materializar no longo prazo, à medida que novas plantas de etanol entrem em operação.
- Aumento da demanda por etanol brasileiro
- Redução do excedente exportável americano
- Aumento dos preços globais do etanol
- Benefícios para a produção de milho
No entanto, é importante notar que a adoção plena do E15 não é automática nem garantida, e depende da aprovação final do projeto pelo Senado americano e da sanção presidencial.
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