Declaração de Imposto de Renda após Falecimento: O que Você Precisa Saber
A declaração de imposto de renda é uma obrigação anual para muitos contribuintes, mas o que acontece quando uma pessoa falece? É importante entender como a declaração de imposto de renda é tratada após o falecimento de um contribuinte, especialmente quando há bens e rendimentos em comum com o cônjuge ou dependentes.
De acordo com o especialista Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei, quando ocorre o falecimento de um contribuinte, a declaração passa a ser tratada como “declaração de espólio”, um modelo especial utilizado até a conclusão do inventário e da partilha dos bens.
Como Funciona a Declaração de Espólio
A declaração de espólio deve ser entregue pelo inventariante, em nome do contribuinte falecido, e continua sendo apresentada anualmente até a conclusão da partilha dos bens. Essa declaração segue praticamente as mesmas regras do IR tradicional e deve incluir:
- Aposentadorias recebidas pelo falecido até a data da morte
- Rendimentos de aluguel
- Aplicações financeiras
- Bens e direitos
- Demais rendimentos produzidos ao longo do ano
Além disso, os dependentes do falecido podem continuar sendo informados normalmente na declaração do espólio.
Declaração da Mãe e Divisão de Bens
No caso de casamento em comunhão parcial ou universal de bens, os rendimentos e patrimônios comuns precisam ser divididos corretamente entre o espólio e o cônjuge sobrevivente. Isso significa que os aluguéis dos imóveis do casal, por exemplo, podem continuar sendo informados parcialmente na declaração do espólio e parcialmente na declaração da mãe — ou integralmente em uma delas, desde que exista coerência entre as informações.
A mãe do leitor continua apresentando sua própria declaração de Imposto de Renda normalmente, informando sua parte nos rendimentos, aposentadoria, bens que lhe pertencem e eventual parcela dos aluguéis.
Quando Termina a Declaração de Espólio
A obrigação só termina após a conclusão formal do inventário e da partilha dos bens. Nesse momento, o inventariante deve entregar a chamada Declaração Final de Espólio, documento que encerra definitivamente a situação fiscal da pessoa falecida perante a Receita.
É importante evitar erros comuns em casos de falecimento, como deixar de entregar a declaração de espólio, omitir rendimentos de aluguel, duplicar bens entre espólio e herdeiros ou transferir patrimônio antes da conclusão formal da partilha.
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