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Como Ceia, selo que projetou Djonga e Tasha & Tracie, terminou com polêmicas e briga judicial

A Ascensão e Queda da Ceia: Um Coletivo de Rap Marcado por Polêmicas

A Ceia Ent., um coletivo de rap fundado em 2016 por Don Cesão e Nicole Balestro, chegou ao fim em 2023, deixando um rastro de polêmicas e processos judiciais em seu rastro. O coletivo, que gerenciava a carreira de nomes como Djonga, Tasha & Tracie, Kyan, Febem e Clara Lima, foi marcado por uma ascensão meteórica, seguida de uma queda igualmente dramática.

Initialmente, a Ceia se destacou por seu modelo de negócios inovador, que não envolvia contratos formais entre a empresa e os artistas. Em vez disso, os acordos sobre divisão de lucro eram verbais, com uma divisão de 90% dos resultados indo para o bolso dos artistas e 10% para a Ceia. Essa abordagem, no entanto, acabou gerando problemas, especialmente em relação aos direitos autorais e à prestação de contas.

A Queda do Coletivo

A queda da Ceia começou a se desenhar em 2023, quando uma série de acusações nas redes sociais e a debandada de artistas levaram Don Cesão a anunciar o fim da empresa. Os artistas reclamavam da falta de prestação de contas e da dificuldade em entender seus direitos sobre os fonogramas, enquanto Don Cesão e Nicole Balestro argumentavam que a falta de contratos gerou mais problemas do que soluções.

Entre os artistas, Djonga foi o mais vocal sobre sua saída, criticando a falta de estrutura burocrática na empresa e a necessidade de um acordo para comprar sua parte dos fonogramas. A negociação mais tensa sobre os direitos das músicas foi com relação a Djonga, que comprou seus dois últimos álbuns feitos na Ceia por cerca de R$ 300 mil.

Brigas na Justiça

Atualmente, quatro processos estão em andamento contra Nicole Balestro, ex-empresária da Ceia, por crimes contra a honra e calúnia e difamação. Os processos foram abertos por Kyan, Djonga, e as irmãs Tasha e Tracie, que negam as acusações feitas por Nicole Balestro de que ainda deviam quantias a ela. A ex-empresária também está sendo processada por uma empresa de aluguel de carros, que afirma que Nicole alugou um veículo em nome de Kyan e o repassou para o artista, que sofreu um acidente grave e deu perda total ao veículo.

Em resumo, a história da Ceia é um exemplo de como um coletivo de rap pode ascender rapidamente, mas também pode cair de forma igualmente dramática, deixando um rastro de polêmicas e processos judiciais em seu rastro. A falta de contratos formais e a falta de prestação de contas foram fatores-chave na queda do coletivo, que agora está envolvido em uma série de processos judiciais.

  • A Ceia foi fundada em 2016 por Don Cesão e Nicole Balestro.
  • O coletivo gerenciava a carreira de nomes como Djonga, Tasha & Tracie, Kyan, Febem e Clara Lima.
  • A empresa não tinha contratos formais com os artistas, o que gerou problemas em relação aos direitos autorais e à prestação de contas.
  • A queda do coletivo começou a se desenhar em 2023, quando uma série de acusações nas redes sociais e a debandada de artistas levaram Don Cesão a anunciar o fim da empresa.

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