Análise “às Cegas” do Setor de Tecnologia Brasileira
Os analistas da XP decidiram realizar um exercício inspirado em Benjamin Graham, considerado o Pai do Value Investing, para avaliar as empresas de tecnologia brasileiras de forma objetiva e isolar os fundamentos do viés narrativo. Neste exercício, foram analisadas as métricas financeiras e de valuation de cinco empresas: Bemobi, Intelbras, LWSA, Positivo e Totvs.
Os resultados mostraram que as ações de tecnologia no Brasil estão sendo avaliadas de maneira conservadora demais para os resultados que estão entregando. As empresas estão sendo negociadas a um desconto relevante em relação aos seus múltiplos históricos, com o crescimento também sendo precificado de forma mais conservadora.
Princípios Centrais da Análise
Benjamin Graham utilizava um arcabouço analítico fundamentado em alguns princípios centrais, incluindo:
- Capacidade de geração de resultados e consistência de crescimento
- Rentabilidade
- Estrutura de capital conservadora
- Preço que incorporasse uma margem de segurança
Resultados da Análise
As empresas foram separadas em três grupos: empresas de alta qualidade negociadas a um prêmio justificado, empresas que combinam crescimento de dois dígitos e elevada rentabilidade a preços razoáveis, e empresas com múltiplos baixos em relação à sua capacidade de geração de resultados.
A Totvs e a Bemobi foram os principais destaques positivos, apresentando crescimento de receita na faixa de high teens a low twenties e margens de Ebitda mais elevadas. A LWSA apresentou um desempenho positivo de crescimento de EBITDA/LPA, enquanto a Intelbras e a Positivo exibiram trajetórias de crescimento de receita mais desafiadoras.
Em relação aos múltiplos, a Totvs apresentou a maior parte dos melhores indicadores financeiros, negociando a múltiplos mais elevados. A Bemobi também apresentou métricas sólidas, mas a ação está negociando a apenas ~11x P/L.
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