Introdução
A música gerada por inteligência artificial (IA) se tornou uma máquina de fraude de US$ 4 bilhões, de acordo com um estudo da CISAC e da PMO Strategy. Essa fraude é facilitada pela capacidade da IA de gerar música em larga escala, o que permite que os criminosos permaneçam invisíveis e operem em uma escala suficiente para que suas atividades sejam lucrativas.
Como a fraude funciona
A fraude é alimentada por ferramentas como a Suno, que permite que os usuários gerem sete milhões de músicas todos os dias. Essas músicas são então distribuídas por plataformas de streaming, como o Spotify, e reproduzidas por bots para gerar royalties. A IA é usada para gerar músicas que são semelhantes às de artistas reais, mas que não são detectadas como fraudulentas pelos sistemas de detecção.
Consequências da fraude
A fraude pode representar quatro bilhões de euros em perdas para os criadores de música até 2028. Além disso, a fraude também pode afetar a carreira de artistas reais, que podem ter suas músicas substituídas por versões fraudulentas. A Apple Music, por exemplo, desmonetizou dois bilhões de reproduções fraudulentas em 2025, o que representa quase US$ 17 milhões em royalties que teriam sido retirados de artistas legítimos.
Tentativas de combater a fraude
Algumas plataformas de streaming, como o Deezer, estão tentando combater a fraude por meio da detecção e remoção de músicas geradas por IA. O Deezer detectou e classificou mais de 13,4 milhões de faixas geradas por IA em 2025 e removeu-as de recomendações algorítmicas e playlists editoriais. No entanto, a fraude é um problema complexo que requer uma abordagem mais ampla para ser resolvido.
Lacuna legal
A lei de direitos autorais pressupõe que a entidade que reivindica os direitos criou a obra reivindicada. No entanto, a IA pode gerar músicas que são semelhantes às de artistas reais, mas que não são detectadas como fraudulentas pelos sistemas de detecção. Isso cria uma lacuna legal que pode ser explorada por criminosos.
Conclusão
A música gerada por IA se tornou uma máquina de fraude de US$ 4 bilhões, e é necessário uma abordagem mais ampla para combater esse problema. Isso inclui a detecção e remoção de músicas geradas por IA, bem como a criação de uma infraestrutura que possa comprovar a origem e gerenciar a autorização de músicas. Além disso, é necessário que as plataformas de streaming e as autoridades legais trabalhem juntas para resolver a lacuna legal que permite que a fraude ocorra.
- A fraude de música gerada por IA pode representar quatro bilhões de euros em perdas para os criadores de música até 2028.
- A Apple Music desmonetizou dois bilhões de reproduções fraudulentas em 2025, o que representa quase US$ 17 milhões em royalties que teriam sido retirados de artistas legítimos.
- O Deezer detectou e classificou mais de 13,4 milhões de faixas geradas por IA em 2025 e removeu-as de recomendações algorítmicas e playlists editoriais.
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