Comissão de Mortos e Desaparecidos Conclui que Ditadura Matou Juscelino Kubitschek
A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), aprovou um relatório que concluiu que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar em 1976. A aprovação ocorreu por votos da maioria das pessoas integrantes do colegiado, com seis votos favoráveis e uma abstenção.
O relatório contesta a conclusão da época de que Juscelino teria sido vítima de um acidente automobilístico. A relatora Maria Cecília Adão trabalhou no caso desde novembro de 2024, utilizando diversos elementos públicos, como um inquérito do Ministério Público Federal (MPF) de 2019. Segundo o MPF, “a premissa na qual muitos se baseavam para justificar o acidente como fatalidade, ou seja, a batida de um ônibus na traseira do veículo, jamais ocorreu”.
As Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais, além da Comissão Municipal da cidade de São Paulo, defenderam a hipótese de que o ex-presidente teria sido vítima de um atentado político. Com a aprovação do relatório, a comissão deverá trabalhar para que a certidão de óbito do ex-presidente seja retificada, nos termos da Resolução CNJ 601/2024.
- A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos aprovou o relatório que concluiu que Juscelino Kubitschek foi morto pela ditadura militar.
- O relatório contesta a conclusão da época de que Juscelino teria sido vítima de um acidente automobilístico.
- As Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e de Minas Gerais defenderam a hipótese de que o ex-presidente teria sido vítima de um atentado político.
Com essa conclusão, a comissão busca esclarecer os fatos relacionados à morte de Juscelino Kubitschek e garantir que a verdade seja conhecida. Além disso, a retificação da certidão de óbito do ex-presidente é um passo importante para que a história seja reescrita com base em fatos concretos.
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