Comércio Espera Vendas Similares às do Ano Passado na Black Friday
A Black Friday 2025 no Estado de São Paulo deve apresentar um cenário de estabilidade, com avanço moderado das vendas e um consumidor mais cauteloso e seletivo. De acordo com pesquisas divulgadas pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela FecomercioSP, a data continua relevante para o varejo, mas não com o mesmo ímpeto observado nos últimos anos.
Uma pesquisa encomendada pela ACSP revelou que 34% dos paulistas pretendem comprar na Black Friday, percentual menor que o do ano passado. Além disso, cresceu o grupo de indecisos (31,5%), reflexo de um consumidor que avalia com mais cautela antes de comprometer renda ou crédito.
Comportamento do Consumidor
Entre os que planejam aproveitar a data, 51,3% buscam promoções reais, enquanto 51,9% pretendem comprar apenas itens necessários, numa clara evidência de um consumo mais racional. Já 31,9% querem antecipar compras de Natal, mas sem sinal de “canibalização” significativa entre as datas.
A maioria dos consumidores paulistas que pretendem comprar afirmam que vão gastar entre R$ 50 e R$ 900, faixa compatível com compras de reposição e bens de menor valor. O pagamento à vista segue no topo da lista, seja via dinheiro, débito ou Pix, indicando que o consumidor quer fugir da combinação bombástica entre juros altos e crédito caro com o endividamento ainda elevado das famílias.
Categorias Mais Procuradas
- Roupas, calçados e acessórios (37,8%)
- Celulares (24,8%)
- Perfumes (23,3%)
- Móveis e artigos para o lar (22,1%)
- Computadores e tablets (19,2%)
- Televisores (18,7%)
- Linha branca (17,3%)
A maioria das compras deve ocorrer em grandes redes varejistas (60,6%) e de forma remota, através das lojas digitais para 60,5% dos entrevistados, reforçando o padrão consolidado da data.
Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o saldo deve ser de estabilidade porque fatores opostos atuam simultaneamente. “São Paulo segue como o maior gerador de emprego e renda do país, o que estimula o consumo. Mas o custo de vida segue alto e o endividamento também, o que reduz o poder de compra e torna o consumidor mais cauteloso.”
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