Crise Política na Bulgária
A Bulgária está enfrentando uma crise política após a renúncia do governo, o que pode afetar a entrada do país na zona do euro. A renúncia do primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov foi um resultado direto das semanas de protestos nas ruas contra a corrupção do Estado e um novo orçamento que aumentaria os impostos.
O governo, que estava no poder desde janeiro, parecia pronto para supervisionar a transição para o euro em 1º de janeiro, mas a pressão popular foi forte o suficiente para levar à sua renúncia. A reação nas ruas de Sófia foi silenciosa após a renúncia, mas alguns manifestantes estavam otimistas em relação ao futuro do país.
Causas da Crise
Os protestos começaram no final de novembro, quando o governo propôs um projeto de orçamento que incluía um aumento nas contribuições para a seguridade social e nos impostos sobre dividendos para financiar maiores gastos do Estado. Além disso, a suposta repressão à oposição liberal e pró-UE também contribuiu para a indignação popular.
Os manifestantes, que incluíam profissionais urbanos e pessoas de diferentes faixas etárias, pediam a renúncia do governo e uma mudança real no país. Eles representaram alguns dos maiores protestos contra um governo desde o fim do comunismo em 1989.
Incerteza Política
O presidente Rumen Radev agora dará ao maior partido no Parlamento, o GERB, o mandato para formar um novo governo. No entanto, é provável que o partido tenha dificuldades para encontrar um apoio mais amplo em um Parlamento fragmentado com cerca de nove partidos.
Se o GERB fracassar ou rejeitar o mandato, dois outros partidos terão a oportunidade. Se eles falharem ou recusarem, o presidente Radev nomeará um governo interino e convocará uma eleição antecipada, o que poderá levar a Bulgária de volta a um ciclo de repetidas eleições.
- A Bulgária está enfrentando uma crise política após a renúncia do governo.
- Os protestos nas ruas foram motivados pela corrupção do Estado e um novo orçamento que aumentaria os impostos.
- O país está dividido em relação à entrada na zona do euro.
- A incerteza política pode levar a um ciclo de repetidas eleições.
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