Com MDB na vice, Tarcísio praticamente enterra chance de partido apoiar Lula
A filiação do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, ao MDB tem repercussões significativas para a política estadual e nacional. A articulação, com participação direta de Tarcísio de Freitas (Republicanos), leva o MDB para o núcleo do governo e reforça a intenção do governador de controlar sua sucessão no Estado.
De acordo com emedebistas de São Paulo, a entrada do MDB na vice-governadoria praticamente enterra as chances de o partido compor nacionalmente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vez disso, o partido deve adotar uma posição de neutralidade.
Consequências políticas
A decisão de Ramuth de se filiar ao MDB foi resultado de uma aposta ousada de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, para pôr fim à hegemonia tucana de quase 30 anos no Estado. No entanto, a escolha do MDB contou com o aval e a participação de Tarcísio, que entendeu que seria o momento de trazer o partido para mais perto de sua gestão.
As consequências políticas dessa decisão incluem:
- A perda de chances do MDB de apoiar Lula nacionalmente;
- A manutenção do controle de Tarcísio sobre a escolha do vice e, por consequência, de sua sucessão;
- A possibilidade de Ramuth continuar como vice-governador, apesar de a decisão ainda não estar “escrita em pedra”.
A escolha do MDB também envia um recado político: Tarcísio quer manter controle sobre a escolha do vice e, por consequência, de sua sucessão. Além do PSD, o PL tenta emplacar o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado, na vaga.
Em resumo, a filiação de Ramuth ao MDB tem implicações significativas para a política estadual e nacional, e reforça a intenção de Tarcísio de controlar sua sucessão no Estado.
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