Colômbia: Candidato governista recua e diz não ter encontrado fraudes na eleição
O candidato governista Iván Cepeda mudou seu tom em relação às suspeitas sobre a apuração do primeiro turno presidencial na Colômbia. Menos de 24 horas após levantar dúvidas sobre o processo, Cepeda afirmou não ter encontrado evidências de irregularidades capazes de comprometer o resultado das urnas.
Em declaração à imprensa, Cepeda disse que sua equipe revisou os dados disponíveis após a votação de domingo e não identificou elementos que justificassem uma contestação formal do processo eleitoral. Essa mudança de postura ocorre após uma noite de forte tensão política.
No domingo, enquanto a apuração ainda estava em andamento, Cepeda havia evitado reconhecer o resultado preliminar e alegado a existência de discrepâncias relacionadas ao comparecimento de eleitores e a votações que considerava atípicas em alguns locais. No entanto, após a revisão dos dados, Cepeda afirmou que não encontrou fatos que justificassem uma contestação do resultado.
Resultado da eleição
O resultado do primeiro turno presidencial na Colômbia contrariou parte das expectativas do mercado político colombiano. O candidato da direita, Abelardo de La Espriella, conhecido como “El Tigre”, terminou na liderança com 43,74% dos votos, enquanto Cepeda ficou com 40,9%. Isso leva a disputa para um segundo turno altamente polarizado.
As declarações do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também geraram controvérsia. Petro questionou a legitimidade do processo eleitoral e alegou que mais de 800 mil pessoas teriam sido incorporadas de forma irregular ao cadastro eleitoral nas semanas que antecederam a votação.
- O candidato conservador, Abelardo de La Espriella, acusou o governo de tentar deslegitimar a vontade popular.
- Petro pediu atenção das instituições de segurança diante da possibilidade de contestação do resultado.
- A campanha de De La Espriella reagiu às declarações de Petro, afirmando que o governo está tentando deslegitimar a vontade do povo colombiano.
Essas declarações ampliaram a pressão sobre as autoridades eleitorais e provocaram reação imediata da campanha adversária. O resultado do segundo turno ainda é incerto, e a disputa promete ser altamente polarizada.
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