Clientes da Fictor Organizam Associação para Cobrar R$ 4 Bilhões em Investimentos
Um grupo de investidores individuais e empresas com recursos aportados no Grupo Fictor vai lançar a Associação de Credores da Fictor Invest (ACFictor) para organizar uma resposta coordenada na defesa dos direitos dos credores, que vão cobrar R$ 4 bilhões da empresa financeira.
Segundo nota enviada pela nova associação, o “escândalo financeiro” terá impacto social superior ao do relativo à liquidação do Banco Master. A quebra da Fictor Invest lesou mais de 13 mil contribuintes, que não estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e podem perder mais dinheiro com a recuperação judicial solicitada pelos controladores da empresa.
Os principais pontos da situação incluem:
- 13.041 credores estão envolvidos, com 11.549 sendo pessoas físicas, que somam cerca de R$ 2,54 bilhões em créditos.
- A Fictor captava recursos e montava Sociedades em Conta de Participação (SCP), estruturas de investimento que comprava ativos, como participação em empresas.
- A crise de liquidez teria afetado os pagamentos de dividendos aos sócios desses arranjos.
O presidente da nova associação e credor, Otávio Barbuio, afirma que o encerramento unilateral das SCPs causou a conversão forçada dos investidores em credores. Além disso, a Fictor informou que pretende pagar as dívidas sem descontos, com um limite de até cinco anos para os reembolsos.
A recuperação judicial foi solicitada após a empresa anunciar uma proposta de compra do Banco Master, em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos não identificados. O banco central decretou a liquidação do Master, estendendo para a Fictor a crise de confiança na qual o banco já se encontrava.
A expectativa é que a recuperação judicial seja deferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em uma semana. A reestruturação teria sido um pedido de um investidor internacional, chamado Royal Capital, e que seria um dos participantes do consórcio que compraria, com a Fictor, o Banco Master.
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