Renúncia de Cláudio Castro ao Governo do Rio
O governador Cláudio Castro (PL-RJ) renunciou ao comando do Executivo estadual na segunda-feira, em uma cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo. A renúncia ocorreu na véspera do julgamento do caso Ceperj pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode torná-lo inelegível.
Castro deseja se candidatar ao Senado e precisaria deixar o governo até o início de abril. A renúncia antes do prazo-limite é vista como uma tentativa de esvaziar o processo no TSE e escapar da cassação do mandato. Em entrevista coletiva, Castro fez um balanço de sua gestão e citou uma série de entregas.
Consequências da Renúncia
Com a renúncia de Castro, o desembargador de Justiça Ricardo Couto assume interinamente o governo enquanto não há uma eleição indireta na Alerj para definir um novo nome. O PL espera indicar o ex-secretário das Cidades, Douglas Ruas, para disputar o mandato-tampão.
Uma liminar do ministro Luiz Fux derrubou parte das regras aprovadas pela Alerj para a eleição indireta, alterando o prazo reduzido de desincompatibilização. Os candidatos agora precisam deixar os cargos públicos 180 dias antes da votação.
Julgamento no TSE
Castro é acusado de abuso de poder político e econômico e de conduta vedada a agentes públicos na campanha de 2024. O Ministério Público Eleitoral acusa o governador e seu antigo vice, Thiago Pampolha, de contratarem irregularmente cabos eleitorais por meio do Ceperj.
A renúncia de Castro pode ter impacto no julgamento do caso Ceperj, que pode ser esvaziado com a saída do governador. No entanto, a decisão final caberá ao TSE.
- Cláudio Castro renunciou ao governo do Rio na segunda-feira.
- A renúncia ocorreu na véspera do julgamento do caso Ceperj pelo TSE.
- O desembargador de Justiça Ricardo Couto assume interinamente o governo.
- O PL espera indicar o ex-secretário das Cidades, Douglas Ruas, para disputar o mandato-tampão.
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