Caso dos Aportes Bilionários do Rioprevidência no Master
O caso dos aportes bilionários do Rioprevidência em fundos ligados ao Banco Master voltou ao centro da crise política do Rio após a operação da Polícia Federal que teve o ex-governador Cláudio Castro como alvo. A investigação apura aportes feitos pelo estado por meio do fundo previdenciário dos servidores estaduais em produtos financeiros vinculados à instituição bancária.
O Rioprevidência administra os recursos que pagam aposentadorias e pensões de mais de 235 mil servidores estaduais. A polêmica começou após técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) identificarem uma concentração considerada excessiva de recursos aplicados no Banco Master.
- Inicialmente, o fundo admitia cerca de R$ 960 milhões investidos em letras financeiras da instituição — títulos sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- Com o avanço das apurações, o tribunal passou a apontar uma exposição muito maior, com um valor total exposto a títulos emitidos ou fundos administrados pelo Master chegando a R$ 2,6 bilhões, mais de 25% do patrimônio do Rioprevidência.
- Segundo informações da PF, o montante investigado já alcança R$ 3 bilhões.
A área técnica do TCE afirmou ter encontrado “graves irregularidades” nas operações. Em maio de 2025, a Corte fez um alerta formal aos gestores do Rioprevidência, afirmando que novas aplicações poderiam resultar na “integral assunção do risco de possíveis irregularidades” pelos responsáveis pelo fundo.
Para a relatora do caso no TCE, a conselheira Mariana Montebello Willeman, os novos investimentos indicavam “agravamento do cenário” e uma “gestão possivelmente irresponsável dos recursos”. Em decisão unânime, os conselheiros determinaram que o Rioprevidência deixasse de realizar novos investimentos em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos por empresas do Banco Master.
O Rioprevidência sempre negou irregularidades, alegando que cumpria integralmente as determinações do TCE. No entanto, a investigação teve origem em uma denúncia apresentada pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha, e agora a Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.
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