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China orienta bancos a reduzir Treasuries e taxas de títulos dos EUA voltam a subir

China orienta bancos a reduzir Treasuries e taxas de títulos dos EUA voltam a subir

Os Treasuries dos EUA sofreram uma queda em valor e alta nas taxas após reguladores chineses terem aconselhado instituições financeiras do país a reduzir suas posições em títulos do governo dos EUA. Isso ocorreu devido a preocupações com a volatilidade do mercado.

Os rendimentos dos Treasuries de referência subiram para 4,25%, enquanto os papéis de 30 anos avançaram para 4,87%. O índice Bloomberg Dollar Spot recuou 0,2%. As autoridades chinesas pediram que os bancos limitassem as compras de títulos do governo dos EUA e instruíram aqueles com maior exposição a reduzir posições.

Embora o pedido tenha sido apresentado como uma medida de diversificação de risco, ele pode reforçar uma tendência global recente, na qual países como Índia e Brasil reduziram sua exposição ao maior mercado de renda fixa do mundo. Isso ocorre em meio a dúvidas crescentes sobre a atratividade dos ativos americanos.

Consequências e implicações

As posições de investidores sediados na China em Treasuries caíram pela metade, para US$ 682,6 bilhões, o menor nível desde 2008. A Bélgica, cujas posições costumam incluir contas de custódia chinesas, viu suas participações em Treasuries quadruplicarem desde o fim de 2017.

Considerando também as posições chinesas em títulos de agências dos EUA e em ações, o investimento total do país asiático em ativos americanos permaneceu relativamente estável desde o fim de 2023. A China é o terceiro maior detentor estrangeiro de Treasuries, atrás do Japão e do Reino Unido.

As posições estrangeiras em títulos do governo dos EUA avançaram em novembro para o maior nível da série histórica, segundo dados do Departamento do Tesouro. O aumento nas posições de Noruega, Canadá e Arábia Saudita ajudou a compensar mais uma queda mensal no total da China.

Análise e perspectivas

Os Treasuries têm oferecido retornos melhores do que seus pares, em parte devido aos rendimentos elevados. Os papéis acumulam ganho de 5,3% nos últimos 12 meses, ficando atrás apenas de Singapura e Israel entre os principais mercados de dívida soberana de países desenvolvidos.

A redução das posições chinesas em Treasuries pode dar ao mercado mais fôlego para a tese de desvalorização. No entanto, é importante notar que as reservas chinesas e os bancos chineses têm objetivos diferentes, e os reguladores podem apertar regras de exposição bancária.

  • As posições de investidores sediados na China em Treasuries caíram pela metade.
  • A Bélgica viu suas participações em Treasuries quadruplicarem desde o fim de 2017.
  • A China é o terceiro maior detentor estrangeiro de Treasuries.

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