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China Anuncia Tarifa de 55% para Importação de Carne Bovina

A China anunciou recentemente a adoção de medidas de salvaguarda contra a importação de carne bovina, com a imposição de uma tarifa adicional de 55% para volumes que excederem a cota estabelecida para cada país. Essa decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) do país e entra em vigor a partir de 1º de janeiro, com vigência até 31 de dezembro de 2028.

O Brasil, principal fornecedor de carne bovina ao mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais neste ano, aumentando para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,154 milhão de toneladas em 2028. Outros grandes players exportadores de carne bovina, como Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos, também terão suas vendas ao mercado chinês limitadas por cotas estabelecidas de acordo com sua participação nas exportações à China.

Justificativa e Impacto

O Mofcom justificou a decisão alegando que o aumento das importações de carne bovina causou graves danos à indústria nacional da China e que existe uma relação causal entre o aumento das importações e esses danos. A medida visa proteger a indústria nacional e minimizar os impactos negativos sobre os produtores locais.

A adoção de medidas de salvaguarda pela China era esperada pelo governo e pelo setor produtivo brasileiro, que temem o impacto com a queda nas exportações da proteína vermelha ao país asiático. A medida pode afetar significativamente as exportações de carne bovina do Brasil para a China, que já somam US$ 8,028 bilhões apenas neste ano.

Detalhes da Implementação

  • A tarifa adicional de 55% será aplicada sobre volumes que excederem a cota estabelecida para cada país.
  • As medidas de salvaguarda serão gradualmente flexibilizadas durante o período de implementação.
  • Países e regiões em desenvolvimento não estarão sujeitos à salvaguarda se a cota de importação não exceder 3% e a cota total da região não exceder 9%.

A investigação de salvaguarda foi iniciada pelo governo chinês há um ano, em resposta às pressões dos pecuaristas chineses, que pediam restrições às importações de carne bovina devido à queda do preço da proteína pago aos produtores locais e do preço da carne no mercado interno.

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