Cesta Básica Fica Mais Cara em Todas as Capitais Brasileiras em Março
No mês de março, a cesta básica registrou aumento de preços em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Essa pesquisa é divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
As principais elevações nos preços da cesta básica foram observadas em Manaus, com um aumento de 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%). Esses aumentos refletem a variação nos custos de alimentos essenciais em diferentes regiões do país.
- Manaus: 7,42%
- Salvador: 7,15%
- Recife: 6,97%
- Maceió: 6,76%
- Belo Horizonte: 6,44%
- Aracaju: 6,32%
Um dos principais fatores que contribuíram para o aumento no custo da cesta básica foi o feijão, que registrou alta em todas as cidades analisadas. O feijão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% e 7,17%. Já o feijão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% e 21,48%.
Além do feijão, também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral. Esses aumentos refletem a dinâmica do mercado e as variações na oferta e demanda de produtos alimentícios.
Cesta Mais Cara do País
Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com um custo médio de R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).
Com base na cesta mais cara do país, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00. Essa estimativa reflete a necessidade de ajustar o salário-mínimo para garantir que ele seja suficiente para suprir as despesas básicas dos trabalhadores.
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