Cenário Externo Complica Plano de Corte de Juro
O cenário externo está se tornando cada vez mais complicado para o plano de corte de juro do Federal Reserve (Fed), o que deixa o novo chefe do Fed sob pressão. Com a indicação de Kevin Warsh para presidente do Fed, há expectativas de que ele realize um corte na taxa básica em sua primeira reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). No entanto, as investidas militares de Trump no Irã e a possível escalada do conflito podem empurrar o Fomc para uma postura mais rígida.
Os analistas acreditam que o conflito no Irã pode ter um impacto significativo sobre o fornecimento de energia da região do Golfo, o que pode levar a um aumento nos preços de petróleo e gás. Isso é uma preocupação para o Fed, que tem a missão de manter a inflação em 2%. Reduzir a taxa básica significaria estimular o consumo e o endividamento, o que pode jogar mais lenha na fogueira inflacionária.
Além disso, os dados mais recentes do mercado de trabalho mostram que ele continua se fortalecendo, o que não ajuda o argumento a favor de um corte. A provedora de folha de pagamento ADP informou que empregadores privados criaram 66 mil vagas em fevereiro, bem acima das 50 mil esperadas.
Os presidentes regionais do Fed, cujo voto tem o mesmo peso que o do presidente da instituição, já indicam que a postura de esperar para ver ganhou ainda mais justificativa com o conflito. A presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack, disse que os juros podem permanecer nos níveis atuais por “bastante tempo”, com o Irã representando um novo risco inflacionário.
- O conflito no Irã pode levar a um aumento nos preços de petróleo e gás.
- O Fed tem a missão de manter a inflação em 2%.
- O mercado de trabalho continua se fortalecendo.
Diante desse cenário, os bancos centrais estão abordando a guerra no Irã com uma postura mais dura. O banco central dos EUA, por exemplo, pode manter os juros nos níveis atuais por “bastante tempo”. A possibilidade de que o Fed fique “em pausa” em vez de cortar juros neste ano pode explicar por que o dólar ganhou um impulso adicional de valorização durante a guerra.
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