O El Niño e o Desastre Térmico no Brasil
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) alertou para a chegada do El Niño no segundo semestre de 2026, que pode causar um “desastre térmico” no Brasil. O fenômeno é caracterizado por um aumento na temperatura do Oceano Pacífico equatorial, o que pode levar a ondas de calor e secas em várias regiões do país.
De acordo com o climatologista José Marengo, o El Niño é um fenômeno natural que pode ter consequências graves para a saúde e a economia do país. “O calor é um assassino invisível e silencioso”, afirma Marengo. “Quando extremo e prolongado, ele é um desastre que pode causar doenças, reduzir a produtividade, matar plantações e causar incêndios.”
Impacto do El Niño no Brasil
O El Niño pode ter um impacto significativo em várias regiões do Brasil, incluindo:
- Sudeste e Centro-Oeste: Essas regiões podem experimentar ondas de calor mais frequentes e prolongadas, com temperaturas mínimas mais altas do que as máximas.
- Sul: A região pode experimentar chuvas acima da média, o que pode aumentar o risco de deslizamentos e inundações.
- Amazônia: A seca pode se prolongar até o final do ano, afetando o ciclo de cheias da região.
- Nordeste: O atraso na chuva pode ter um impacto maior no sertão, onde muitos municípios dependem de barragens intermitentes.
- Centro-Oeste: A seca já em curso pode piorar com a chegada do El Niño, aumentando o risco de incêndios florestais e em áreas de vegetação.
É importante que as autoridades e a população estejam preparadas para enfrentar os desafios que o El Niño pode trazer. Isso inclui tomar medidas para reduzir o consumo de energia, proteger a saúde e a segurança, e mitigar os impactos ambientais.
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