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Celular com antena Starlink embutida no Brasil: quando chega?

Celular com antena Starlink embutida no Brasil: quando chega?

A possibilidade de conectar o celular diretamente aos satélites da Starlink sem precisar de antena externa já é realidade nos Estados Unidos, onde mais de 50 modelos de smartphones já são compatíveis com a tecnologia. No entanto, no Brasil, ainda não há previsão oficial de quando o serviço estará disponível.

A tecnologia permite que smartphones se conectem a satélites sem depender de torres ou antenas terrestres, operando em uma frequência específica de aproximadamente 1 GHz. No entanto, a Anatel ainda trabalha para viabilizar a chegada da conectividade direct-to-device (D2D) ao país.

Entre as principais características da tecnologia, destacam-se:

  • Conexão direta de celulares a satélites sem antena externa;
  • Operação em frequência específica de aproximadamente 1 GHz;
  • Compatibilidade com mais de 50 modelos de smartphones nos Estados Unidos.

No Brasil, a Anatel já autorizou entre 13 e 15 constelações de satélites em órbita baixa para operar no país, embora a maioria se concentre em serviços de Internet das Coisas (IoT). A agência liberou testes iniciais no Sandbox Regulatório, ambiente experimental que permite às empresas testarem novas soluções.

Segundo o executivo da Anatel, a evolução da conexão direta de celulares deve ocorrer em ritmo mais lento, com a liberação inicial se limitando a chamadas de emergência e mensagens de texto, sem navegação plena na internet. O iPhone e outros smartphones compatíveis devem ser capazes de se conectar à rede T-Satellite, indicada por “T-Mobile SpaceX” no topo da tela.

O Brasil tem condições de se tornar referência global em conectividade D2D, devido à sua extensão territorial e demanda por cobertura em regiões isoladas. Com mais de um milhão de acessos à internet residencial via satélite, o país já é um dos maiores mercados da Starlink no mundo.

Embora existam desafios tecnológicos e relacionados a homologação, a presença da Starlink no país reforça o potencial para expandir a conectividade via satélite. No entanto, por enquanto, a Anatel não liberou oficialmente o serviço D2D e nenhuma empresa fez pedido formal de licenciamento para operar essa modalidade no país.

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