Casos de Pancreatite por Canetas Emagrecedoras
O número de notificações de suspeitas de pancreatite em pessoas que utilizaram medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” vem crescendo no Brasil nos últimos anos, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso tem gerado preocupação, especialmente porque esses medicamentos são cada vez mais utilizados por mulheres.
De acordo com a Anvisa, foram registradas 145 notificações de suspeitas de eventos adversos relacionados à pancreatite entre 1º de janeiro de 2020 e 7 de dezembro de 2025. Cerca de três em cada quatro notificações se referem a pacientes mulheres, o que sugere que as mulheres são mais propensas a sofrer de pancreatite após o uso desses medicamentos.
Os registros envolvem medicamentos cujos princípios ativos são semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida, presentes em produtos como Ozempic, Saxenda, Mounjaro, Wegovy, Trulicity, Victoza e Xultophy. Esses medicamentos são conhecidos por serem utilizados para emagrecer e controlar a diabetes, mas também podem ter efeitos colaterais graves.
Sintomas e Precauções
É importante que as pessoas que utilizam esses medicamentos estejam cientes dos sintomas de pancreatite, que incluem dor abdominal intensa e persistente, especialmente quando a dor se irradia para as costas e vem acompanhada de náuseas e vômitos. Em caso de confirmação da doença, o medicamento não deve ser retomado.
A Anvisa explica que acompanha esses registros como parte do monitoramento de segurança dos medicamentos após sua entrada no mercado. A possibilidade de pancreatite já consta na bula desses produtos no Brasil como evento adverso potencial.
- 145 notificações de suspeitas de eventos adversos relacionados à pancreatite foram registradas entre 2020 e 2025.
- Cerca de três em cada quatro notificações se referem a pacientes mulheres.
- Os registros envolvem medicamentos cujos princípios ativos são semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Desde junho de 2025, a venda desses medicamentos passou a exigir retenção da receita médica nas farmácias, após o aumento do uso sem acompanhamento profissional. Isso visa garantir que os medicamentos sejam utilizados de forma segura e eficaz.
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