Demanda de Carne Bovina: Brasil Enfrenta Cota da China com Avanços em Outros Mercados
A demanda pela exportação de carne bovina do Brasil continua forte, impulsionada por avanços importantes nos embarques para os Estados Unidos, União Europeia, Chile e Rússia. De acordo com a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), esse movimento deve permitir que o país enfrente melhor a cota restritiva de vendas para a China.
Os principais mercados que têm contribuído para essa demanda são:
- Estados Unidos: com uma necessidade de importar 2,5 milhões de toneladas em 2026, devido a um ciclo de baixa no rebanho que reduz a oferta de carne no mercado interno.
- União Europeia: com um crescimento expressivo nas importações de carne bovina brasileira no primeiro bimestre do ano.
- Chile, Rússia, Egito, Emirados Árabes, México e Arábia Saudita: também apresentaram um aumento significativo nas importações de carne bovina brasileira.
Além disso, há boas perspectivas de consolidação e abertura de novos mercados, como Vietnã, Indonésia, Japão e Coreia do Sul, o que deve contribuir para manter aquecida a demanda pela carne bovina brasileira no mercado internacional.
No primeiro bimestre, as vendas de carnes in natura e industrializadas aumentaram 39% em receita, para US$ 2,865 bilhões, enquanto os volumes embarcados cresceram 22%, para 557,24 mil toneladas. Somente para os EUA, as vendas de carne bovina in natura cresceram 97,3% no primeiro bimestre, para US$ 379 milhões.
A Abrafrigo destaca que, mesmo em um cenário em que o Brasil esgote sua participação na cota da China, a tendência é de que o aumento da demanda em outros mercados e a restrição pelo lado da oferta mantenham forte a demanda por animais para atender as exportações de carne bovina deste ano.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link