Camil Alimentos: Resultados Fracos e Perspectivas Desafiadoras
A Camil Alimentos (CAML3) apresentou resultados fracos no primeiro trimestre de 2026, levando a uma queda profunda em sua ação. Por volta das 13h10, a ação despencava 14,66%, sendo negociada a R$ 4,61. Essa queda reflete as expectativas do mercado em relação às perspectivas desafiadoras da empresa.
De acordo com o Bradesco BBI, o ano de 2026 está mais desafiador do que o esperado, e os resultados do primeiro trimestre da Camil reforçaram essa percepção. A operação internacional da companhia foi a principal decepção do trimestre, com o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado caindo 48% em relação ao ano anterior.
Desempenho no Brasil
No entanto, o balanço da companhia no Brasil teve alguma melhora. O Ebitda ajustado alcançou R$ 164 milhões, um crescimento de 2% na comparação anual, com uma margem de 8,1%. A receita líquida de R$ 2 bilhões também representou um crescimento de 5% na comparação anual, sustentada por uma forte alta de 14% no volume de vendas.
Os principais pontos a serem considerados incluem:
- Crescimento de 26% no volume vendido, mas com preços realizados caídos 32%.
- Receita em 15% ao ano, devido ao ambiente de preços baixos.
- Ao mesmo tempo, os juros no Brasil provavelmente permanecerão mais altos do que o previsto, limitando a geração de fluxo de caixa livre (FCF).
Para o Itaú BBA, ainda existe valor a ser destravado na tese de investimento da Camil no longo prazo. A margem bruta no Brasil, por exemplo, chamou atenção positivamente. No entanto, o ambiente de juros elevados e de alto custo de oportunidade tende a limitar o interesse dos investidores institucionais.
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