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Calibragem dos juros após 1º corte na Selic vai depender do cenário externo

Calibragem dos juros após 1º corte na Selic vai depender do cenário externo

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em cortar a taxa básica de juros, a Selic, refletiu a necessidade de cautela frente às incertezas inflacionárias com o conflito no Oriente Médio. O primeiro corte em quase dois anos chegou com um “sabor flexibilização”, já que o comunicado não teve um guidance refletindo se haverá mais cortes.

O desenrolar da situação externa é que deverá ditar o ritmo da redução dos juros. Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, destaca que a primeira justificativa que o Copom dá para a decisão é a desancoragem das expectativas – ou seja, só pelo fato de os analistas terem subido suas expectativas de inflação, dado o cenário, o Copom já se sentiu na necessidade de fazer um corte mais ameno.

Calibragem monetária à frente

Caio Megale, economista-chefe da XP, avalia que a calibragem monetária à frente pode ser menos intensa do que o esperado. Ele destaca que o monitoramento dos preços do petróleo, da taxa de câmbio e das expectativas de inflação será fundamental nas próximas semanas.

Os economistas também destacam que o corte, abaixo do que era esperado há poucas semanas atrás, é, no mínimo, “um fôlego”. Além disso, o Copom deixou claro que os próximos passos da política monetária serão sensíveis às expectativas de inflação.

O que esperar da próxima reunião do Copom

Para o ASA, a projeção é de corte de meio ponto percentual na reunião do Copom de 28 e 29 de abril, com risco de novo corte de 0,25 p.p. caso não haja arrefecimento no conflito no Oriente Médio e recuo dos preços no mercado internacional.

A XP projeta cortes de 0,50 p.p. nas próximas reuniões do Copom, até chegar em 12,75%, seguido por uma pausa. Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg, afirma que mantém a projeção de um ciclo de corte de 300 pontos-base, que levará a Selic a 12% ao final de 2026.

  • Calibragem monetária à frente pode ser menos intensa do que o esperado
  • Monitoramento dos preços do petróleo, da taxa de câmbio e das expectativas de inflação será fundamental nas próximas semanas
  • O Copom deixou claro que os próximos passos da política monetária serão sensíveis às expectativas de inflação

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