Brasileiro Continuará no Saldo Devedor em 2026
O cenário econômico para 2026 não parece promissor para os brasileiros. Apesar de haver uma perspectiva de diminuição da taxa básica de juros, a Selic, a partir de março, a projeção é de que os juros vão ficar acima de dois dígitos ao fim do ano. Isso significa que o juro real (quando se exclui a inflação) permanecerá elevado, o que deve continuar freando a atividade econômica e resultar em menos emprego e menor possibilidade de aumentar a renda.
De acordo com especialistas, o endividamento das pessoas físicas está em um patamar histórico e o crédito como um todo não deve crescer, o que deve contribuir para a desaceleração do crescimento econômico. Além disso, a inadimplência também subiu, de 3,78% no início do ano, para 5,05% em dezembro, avanço de 1,27 ponto porcentual.
Os dados do Banco Central mostram que o comprometimento da renda das famílias com dívidas está em 29,28%, contra 27,57% no início do ano passado. Excluindo créditos habitacionais, o brasileiro gasta 27% da sua renda para pagar boletos, quando em janeiro era 25%.
Entre as principais causas para essa situação, está o rolamento da dívida, o efeito dos juros compostos e um cenário amplo que remete aos anos de pandemia e à flexibilização bancária que trouxe maior acesso ao crédito. Além disso, a falta de educação financeira também é um fator importante, pois muitas pessoas não conhecem o peso dos juros compostos e acabam entrando no crédito rotativo do cartão de crédito.
Para 2026, o cenário é de desafios com juros reais elevados e endividamento e inadimplência persistentes. A desaceleração econômica e a falta de educação financeira podem agravar a situação, tornando ainda mais difícil para os brasileiros pagarem suas dívidas e melhorarem sua situação financeira.
- Endividamento das pessoas físicas em 49,77% no fim de 2025;
- Inadimplência em 5,05% no fim de 2025;
- Comprometimento da renda das famílias com dívidas em 29,28%;
- Juro médio pago pelo cidadão em 60% em dezembro de 2025.
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