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Brasil Terá Pavilhão Próprio em Bienal Sul-Coreana Pela Primeira Vez

A 16ª edição da Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul, será marcada pela presença de um pavilhão dedicado exclusivamente ao Brasil. A mostra “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento” reúne 35 artistas brasileiros de diferentes gerações e regiões do país, com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi.

A Bienal de Gwangju é considerada uma das cinco bienais mais relevantes do mundo, atrás apenas de Veneza, Documenta, Whitney e Manifesta. A edição sul-coreana deste ano tem direção artística de Ho Tzu Nyen e é intitulada “You Must Change Your Life”. O pavilhão brasileiro dialoga com essa premissa a partir do conceito de antropofagia, atualizando a ideia de devoração como uma forma de metabolizar as crises do presente.

Artistas e Obras

As obras exibidas no pavilhão brasileiro incluem trabalhos inéditos assinados por Marcela Cantuária, Sara Ramo, Laís Amaral, Shinji Nagabe, Rayana Rayo, Márcia Falcão, Estevan Davi, Panmela Castro e Mariana Rocha. Os artistas utilizam diferentes suportes e técnicas, desde a pintura até a performance, e incluem materiais como pigmentos extraídos da terra, barro e linguagens digitais.

Alguns artistas se destacam por suas abordagens inovadoras, como Maria Lira Marques, que utiliza pigmentos extraídos da terra do Vale do Jequitinhonha para resgatar saberes ancestrais, e Walla Capelobo, que trabalha o barro em chave de futurismo afro-diaspórico. Outros, como Lucas Lugarinho, investigam linguagens digitais, enquanto Panmela Castro apresenta a série Relembrança, na qual converte em imagens os sonhos relatados por sua inteligência artificial generativa.

Curadoria e Produção

A curadoria do pavilhão brasileiro é liderada por Aldones Nino, artista e curador brasileiro radicado na Espanha, com passagem por instituições como a Gwangju Biennale Academy, Harvard e o Instituto de Estudos Avançados de Nantes. Ao lado dele, Bruna Levi é historiadora da arte formada pela Escola de Belas Artes da UFRJ.

O projeto tem produção da AREA27, sob direção de Rodrigo Andrade, e conta com o apoio de um conjunto de galerias brasileiras, incluindo A Gentil Carioca, Mendes Wood DM, Nara Roesler e Fortes D’Aloia & Gabriel. A entrada é gratuita.

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