Brasil Tenta Reverter Suspensão de Compra de Carne pela União Europeia
O governo brasileiro se reúne com a União Europeia para tentar reverter a decisão do bloco europeu de não comprar mais carne do Brasil a partir de setembro. A notícia foi recebida com surpresa pelas autoridades brasileiras, que anunciaram uma reunião com as autoridades sanitárias do bloco europeu.
A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia começaria a valer a partir do dia 3 de setembro. A decisão foi tomada em votação do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia.
A justificativa para a decisão está relacionada às regras do uso de antimicrobianos na criação dos animais. O governo brasileiro quer manter o fluxo comercial desses produtos para o mercado europeu, conforme já faz há quatro décadas. O Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.
As principais razões para a reunião incluem:
- Reverter a decisão da União Europeia de não comprar mais carne do Brasil
- Mantenha o fluxo comercial de produtos de origem animal para o mercado europeu
- Discutir as regras do uso de antimicrobianos na criação dos animais
Em coletiva à Associação de Imprensa Estrangeira, Pedro Miguel, chefe da delegação do Brasil na reunião, disse que a nova listagem não tem ligação direta com o acordo Mercosul-União Europeia, mas pode trazer consequências. Ele espera que as autoridades europeias forneçam mais informações sobre os motivos que levaram à exclusão do Brasil da lista.
A decisão dos europeus foi anunciada a menos de duas semanas após o acordo Mercosul-União Europeia entrar em vigor, derrubando as tarifas para a carne brasileira, que chegavam a 20%, para entre 0 e 7,5%. Outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, poderão continuar comercializando para os europeus os produtos de origem animal para consumo humano.
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