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Brasil Resiste à Pressão dos EUA por Acordo sobre Minerais Estratégicos

O governo brasileiro tem resistido às pressões dos Estados Unidos para avançar em um acordo sobre a exploração de minerais estratégicos, como terras-raras, lítio e cobalto. Esses minerais são essenciais para a transição energética e para a indústria de defesa, sendo utilizados em baterias de carros elétricos, turbinas eólicas e sistemas militares.

A proposta dos EUA visa estabelecer uma parceria bilateral para ampliar a produção de insumos essenciais à economia e à defesa, mas o Brasil busca preservar sua autonomia na definição de sua política mineral. O governo brasileiro considera a abordagem americana uma tentativa de influência direta sobre decisões estratégicas do país.

Divergências sobre o Controle e o Destino dos Recursos

Os EUA buscam garantir acesso prioritário às matérias-primas, enquanto o governo Lula defende a internalização da cadeia produtiva, desenvolvendo etapas que vão além da extração, incluindo processamento e fabricação de produtos finais, como ímãs industriais. A ideia é evitar a exportação de commodities sem valor agregado.

Além disso, o Brasil busca evitar acordos que estabeleçam preferência de compra ou limitem a atuação com outros parceiros, como a China. O país detém entre 19% e 23% das reservas globais de terras-raras, além de concentrar praticamente todo o nióbio conhecido e possuir grandes volumes de lítio e cobalto.

Pressão por Investimentos e Alternativas Regionais

Os EUA promoveram um fórum em São Paulo para aproximar empresas e autoridades dos dois países, com o objetivo de viabilizar aportes de bilhões de dólares em cerca de 50 projetos de mineração. No entanto, o governo federal não participou do encontro.

Diante da falta de avanço, os americanos passaram a buscar alternativas em nível regional, firmando um memorando de entendimento com o governo de Goiás, estado com forte presença de minerais estratégicos. No entanto, a legislação brasileira limita acordos diretos sem aval federal.

  • O Brasil busca equilibrar interesses econômicos com a preservação de sua autonomia sobre recursos considerados essenciais.
  • A resistência do Brasil à pressão dos EUA reflete uma disputa maior por influência sobre cadeias estratégicas.
  • Um eventual acordo poderia beneficiar ambos os lados, reduzindo a dependência dos EUA da China e ampliando a capacidade produtiva do Brasil.

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