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Brasil Repete Pior Posição em Índice de Corrupção

O Brasil repetiu a segunda pior nota (35 pontos, numa escala de 0 a 100) da série histórica iniciada em 2012 e continuou na 107ª posição, entre 182 países e territórios, no levantamento elaborado pela Transparência Internacional. Isso indica uma estagnação no combate à corrupção no país.

O índice é formado com base em até 13 indicadores independentes que avaliam a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre comportamentos corruptos no serviço público e mecanismos de prevenção desta prática criminosa. No caso brasileiro, foram considerados oito indicadores.

Análise do Desempenho Brasileiro

A série histórica mostra que o Brasil pontuou melhor no ano inaugural e em 2014 (com 43 pontos). Já o pior desempenho foi registrado em 2024 (34 pontos). O diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, afirma que a estagnação ocorre no país mesmo que o Brasil tenha chamado a atenção mundial no ano passado pela resposta “firme” do Supremo Tribunal Federal (STF) na responsabilização do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Brandão também destaca que o Brasil chocou o mundo com casos de macrocorrupção em escala inédita, como INSS e Master, impunidade generalizada mesmo para corruptos confessos e condutas desmoralizantes de ministros do próprio STF.

Contribuição dos Três Poderes

Na avaliação de Brandão, os Três Poderes brasileiros têm contribuído para a estagnação brasileira no IPC. O governo Lula “também falhou muito, permitindo a captura de agências regulatórias e estatais, além de manter a barganha política baseada na farra das emendas”.

O Congresso, por sua vez, aprovou medidas “não para fortalecer, mas para debilitar o combate à corrupção, como o afrouxamento da Lei da Ficha Limpa, enquanto as emendas não param de se agigantar”. Já o STF, segundo Brandão, “teve papel importante tentando estabelecer transparência e algum controle às emendas, mas continua garantindo impunidade generalizada a casos de macrocorrupção, inclusive confessos.

Os melhores classificados em 2025 foram Dinamarca (com 89 pontos), Finlândia (88 pontos) e Cingapura (84 pontos). Os piores, por sua vez, foram Somália e Sudão do Sul (ambos com apenas 9 pontos) e Venezuela (com 10 pontos).

  • Dinamarca: 89 pontos
  • Finlândia: 88 pontos
  • Cingapura: 84 pontos
  • Somália: 9 pontos
  • Sudão do Sul: 9 pontos
  • Venezuela: 10 pontos

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