Brasil pode se tornar um celeiro global de processamento de dados
O Brasil tem o potencial de se tornar um dos principais centros de processamento de dados do mundo, de acordo com um estudo da Galapagos Capital. A empresa afirma que o país tem vantagens estruturais que o posicionam como um hub natural para a próxima onda de expansão de infraestrutura digital.
De acordo com o estudo, a demanda global por capacidade de data centers deve alcançar 219 gigawatts até 2030, e o mercado de serviços em nuvem deve superar US$1,6 trilhão no mesmo período. Além disso, o mercado de inteligência artificial deve chegar a quase US$4,8 trilhões até 2034.
Vantagens do Brasil
O Brasil tem várias vantagens que o tornam um local atraente para a instalação de data centers, incluindo:
- Energia renovável e barata
- Preços de eletricidade abaixo da média global
- Grid interligado nacionalmente
- Conectividade por cabos submarinos
- Marco regulatório competitivo
Além disso, o país já abriga 189 data centers, com 70% deles localizados na região Sudeste, e o mercado deve crescer de US$5,3 bilhões em 2024 para US$7,1 bilhões em 2029.
Outros mercados-chave na região
Além do Brasil, outros mercados-chave na região incluem o Chile, o México e a Colômbia. Cada um desses países tem suas próprias vantagens e oportunidades para o desenvolvimento de data centers e infraestrutura digital.
No caso do Chile, o estudo considera a expectativa de crescimento anual de 18-19% em capacidade instalada até 2030. Já no México, o cálculo considera um crescimento anual de 31% em demanda, chegando a mais de 1.300 megawatts em 2032.
A Colômbia projeta crescimento de 33% ao ano em demanda, com Bogotá concentrando 70% dos 42 data centers do país. O país oferece incentivos como dedução de 50% no imposto de renda para projetos renováveis e isenção de tarifas e IVA para equipamentos de energia limpa.
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