Brasil no Gelo: A Trajetória e o Novo Salto nas Olimpíadas de Inverno
O Brasil, conhecido como o país do sol, tem uma história de resiliência e evolução nas Olimpíadas de Inverno que já completa mais de três décadas. Desde a estreia em Albertville-1992, o Time Brasil transformou participações esporádicas em uma presença sólida, e em 2026, nos Jogos de Milão-Cortina, o país chega à sua 10ª participação consecutiva com um status inédito: o de real candidato a medalha.
A jornada começou na França, em 1992, com uma equipe de sete atletas do esqui alpino, onde terminar a prova já era uma vitória. No entanto, o cenário mudou de patamar em Turim-2006, quando Isabel Clark conquistou o 9º lugar no Snowboard Cross, até hoje o melhor resultado brasileiro na história dos Jogos de Inverno.
Os Pilares da Evolução
Ao longo dos anos, outros nomes se tornaram pilares dessa evolução, como:
- Jaqueline Mourão: Recordista de participações (tanto no verão quanto no inverno), a atleta do esqui cross-country e biatlo é o símbolo da longevidade brasileira.
- Edson Bindilatti: O “capitão” do gelo, que em 2026 completa sua 6ª Olimpíada liderando a equipe de Bobsled, esporte que colocou o Brasil no Top 20 mundial em Pequim-2022.
- Nicole Silveira: A gaúcha do Skeleton que assombrou o mundo ao terminar em 13º lugar na última edição e agora chega entre as favoritas após pódios em Copas do Mundo.
Com 14 atletas classificados, o país conta com reforços de peso e talentos consolidados, e a integração de atletas de elite e o investimento da Confederação Brasileira de Desportos na Neve e Gelo permitiram que os brasileiros deixassem de ser “zebras” para serem respeitados no circuito mundial.
O Brasil não é mais apenas o país que participa por simpatia. Hoje, os adversários olham o uniforme verde e amarelo e sabem que ali tem um competidor de alto nível, e com isso, o clima para 2026 é de otimismo técnico para conquistar a primeira medalha inédita nas Olimpíadas de Inverno.
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