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Brasil na Lua: Relógio Criado por Cientista da USP Foi Usado por Astronautas da Artemis II

Brasil na Lua: Relógio Criado por Cientista da USP Foi Usado por Astronautas da Artemis II

Recentemente, a missão Artemis II alcançou o lado oculto da Lua, e os astronautas que participaram dessa jornada utilizaram um relógio científico criado por brasileiros. Esse dispositivo, conhecido como Actígrafo, foi desenvolvido pelo professor Mario Pedrazzoli, da Universidade de São Paulo (USP), e teve sua produção aprimorada pela Condor Instruments.

Diferentemente de um smartwatch, o Actígrafo é destinado a registrar padrões de sono, movimentos corporais e exposição à luminosidade, com foco estritamente científico. As medições são feitas a partir do pulso humano, acompanhando variáveis e registrando avanços significativos no ritmo do corpo humano. Sua precisão se torna essencial em ambientes extremos, garantindo saúde, bom desempenho e segurança dos astronautas.

Desenvolvimento e Financiamento

O equipamento foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A utilização do dispositivo em missões espaciais representa uma conquista de grande relevância para a Universidade de São Paulo, evidenciando o impacto global da pesquisa desenvolvida na unidade e reforçando o papel da universidade pública brasileira na produção de conhecimento científico de excelência.

Para que um relógio seja aprovado para viagens espaciais, é necessário que passe por uma série de testes conduzidos pela NASA, que verificam a resistência e segurança do produto no contexto extra-atmosférico.

Contribuições e Avanços

Os dados coletados contribuem para avanços em pesquisas sobre distúrbios do sono e qualidade de vida dos seres humanos, podendo inclusive subsidiar políticas públicas em torno do tema. Além disso, a participação do Brasil em ciência espacial é um passo importante para o desenvolvimento de um programa espacial robusto no país.

  • Ampliar a presença da Agência Espacial Brasileira;
  • Desenvolver satélites de pequeno porte para pesquisas na órbita da Lua;
  • Realizar experimentos de agricultura espacial.

Desde junho de 2021, o Brasil participa do programa Artemis II, ao lado de outros 60 países signatários. A tripulação retornou ao planeta Terra após uma viagem de 10 dias com o objetivo de explorar o satélite natural e avaliar possíveis missões em Marte.

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