Acordo Mercosul-UE: Brasil Mantém Otimismo
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura otimista sobre a conclusão das negociações.
Alckmin destacou que o acordo é fruto de um longo trabalho, com mais de duas décadas de negociações, e que é muito importante para o Mercosul, a União Europeia e o comércio global. Ele ressaltou que, em um momento de guerras, conflitos, geopolítica instável e protecionismo, o acordo será o maior do mundo.
Desafios e Adiamento
A assinatura do tratado estava prevista para dezembro, durante a cúpula do Mercosul, mas foi adiada devido à falta de consenso entre os países europeus. As principais resistências partiram de uma ala conservadora da Itália e, sobretudo, de agricultores da França, que pressionaram seus governos contra o avanço do acordo.
As principais razões para o adiamento incluem:
- Falta de consenso entre os países europeus
- Resistência de agricultores da França
- Necessidade de inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais da França
Importância Estratégica
Alckmin reforçou a importância estratégica do acordo em um cenário internacional marcado por conflitos, instabilidade geopolítica e avanço do protecionismo. Segundo ele, o tratado Mercosul-UE tende a se tornar o maior acordo comercial do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.
O vice-presidente destacou ainda que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação. Além do acordo com a União Europeia, o governo trabalha para avançar em novas parcerias em 2026.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link