Visão das Gestoras sobre o Mercado Brasileiro
O mercado financeiro brasileiro tem apresentado um desempenho positivo, com a Bolsa atingindo novas máximas e o dólar caindo em 2026. No entanto, as gestoras locais têm uma visão mais cautelosa sobre o futuro dos ativos brasileiros.
De acordo com as cartas mensais de algumas das principais casas do País, o Brasil continua a ser uma opção de investimento, mas não devido a uma mudança estrutural nos fundamentos domésticos. Em vez disso, a atratividade do mercado brasileiro se deve à falta de alternativas claras de risco-retorno no cenário internacional.
Avaliação das Gestoras
A Opportunity aponta que o carrego segue relevante em um ambiente global mais seletivo, mas ressalta que a fragilidade fiscal limita uma visão mais construtiva no longo prazo. Já a Genoa Capital avalia que o fluxo para ativos brasileiros reflete mais a escassez de alternativas no exterior do que uma melhora consistente dos fundamentos domésticos.
A Adam Capital adota um tom mais crítico, afirmando que o Brasil apresenta uma das piores taxas de poupança bruta em relação ao PIB, o que é considerado insuficiente para sustentar ciclos de investimento sem pressionar o balanço de pagamentos.
Riscos nos Estados Unidos
Além disso, as gestoras também destacam que os riscos nos Estados Unidos ainda não estão plenamente refletidos nos preços dos ativos. A Ibiuna Investimentos questiona se um ambiente externo favorável pode continuar prevalecendo sobre os fundamentos locais na precificação dos ativos brasileiros.
A Kapitalo afirma priorizar “estruturas que preservem capital em cenários adversos”, com foco em assimetria e proteção. A gestora acredita que as tendências de preços não são graduais e que é provável que sejam observadas sequências de saltos de preços, com correções, ao longo do caminho.
Em resumo, as gestoras locais têm uma visão cautelosa sobre o mercado brasileiro, devido à falta de alternativas claras de risco-retorno no cenário internacional e aos riscos nos Estados Unidos. Elas priorizam a preservação de capital em cenários adversos e buscam estruturas que possam proteger os investimentos.
- A falta de alternativas claras de risco-retorno no cenário internacional é um dos principais motivos para a atratividade do mercado brasileiro.
- A fragilidade fiscal limita uma visão mais construtiva no longo prazo para o mercado brasileiro.
- Os riscos nos Estados Unidos ainda não estão plenamente refletidos nos preços dos ativos.
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