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Brasil entra no top 10 dos países mais perigosos em ranking global de conflitos

O Brasil aparece entre os dez países mais perigosos do mundo em 2025, segundo o Índice Global de Conflitos divulgado pela organização não governamental ACLED. O país ocupa a 7ª posição no ranking, em um grupo dominado por nações afetadas por guerras civis, conflitos armados e forte atuação de grupos criminosos.

O levantamento avalia quatro critérios principais: número de mortes, risco imposto à população civil, extensão territorial dos conflitos e quantidade de grupos armados em atividade. A presença brasileira no ranking chama atenção por colocar o país ao lado de zonas de guerra declaradas, como Palestina, Mianmar e Síria, que lideram a lista.

Violência de facções no Brasil

No caso brasileiro, a organização destaca a atuação de gangues e facções que disputam o controle de territórios urbanos e rotas do crime, especialmente ligadas ao tráfico de drogas e de armas. A violência associada a esses grupos elevou o número de mortes e ampliou o risco para civis, fatores centrais para a posição do país no ranking.

Um dos episódios mencionados é a operação realizada em outubro no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que resultou em mais de 121 mortes, ilustrando o nível de letalidade associado à disputa entre facções e forças de segurança.

Contexto regional

A situação brasileira se insere em um contexto regional mais amplo. O México ocupa o 4º lugar no ranking global, mantendo a mesma posição do ano anterior. Já o Equador aparece na 6ª posição, após subir 36 lugares em um único ano. O Haiti, que ocupa a 8ª posição, enfrenta um cenário ainda mais crítico de instabilidade política.

Os países que compõem o top 10 dos países mais perigosos do mundo em 2025 são:

  • Palestina
  • Mianmar
  • Síria
  • México
  • Nigéria
  • Equador
  • Brasil
  • Haiti
  • Sudão
  • Paquistão

O relatório da ACLED reforça que, embora o Brasil não viva uma guerra civil formal, o grau de violência armada e o impacto sobre a população civil colocam o país em um nível de risco comparável ao de regiões em conflito aberto.

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