Brasil cai sete posições e fica em 65º em ranking de competitividade de 70 países
O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026 e passou a ocupar a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas. Essa é a pior marca já registrada pelo país em anos recentes, de acordo com o levantamento elaborado pelo IMD World Competitiveness Center (WCC) em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).
O estudo mede a capacidade das economias de criar e sustentar um ambiente favorável ao desempenho das empresas, sejam elas privadas ou estatais. A metodologia combina dados estatísticos internacionais com a percepção de executivos sobre o ambiente de negócios de cada país, somando 341 indicadores.
Dimensões avaliadas
O país apresentou deterioração em todas as dimensões avaliadas, distribuídas nos quatro grandes pilares do estudo, que são:
- Desempenho econômico
- Eficiência governamental
- Eficiência empresarial
- Infraestrutura
A maior queda veio da eficiência dos negócios, que perdeu 11 posições, enquanto o desempenho econômico recuou seis colocações.
Pontos críticos
Entre os pontos mais críticos, o Brasil aparece na última posição global em indicadores como:
- Custo de capital
- Educação básica
- Endividamento corporativo
- Produtividade da força de trabalho
No caso do custo de capital, o estudo associa o resultado aos juros elevados, que encarecem decisões de investimento e reduzem a previsibilidade financeira dos projetos, com impacto direto sobre a formação de capital de longo prazo.
Pontos fortes
Apesar do recuo geral, alguns indicadores colocam o país entre os mais bem avaliados do mundo, como:
- Capacidade de gerar empregos no longo prazo
- Subsídios governamentais
- Participação de energias renováveis na matriz energética
- Fluxo de investimento direto estrangeiro
- Atividade empreendedora em estágio inicial
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