Revisão da Selic pelo Bank of America
O Bank of America (BofA) revisou sua projeção para a Selic neste ano, passando a projetar a taxa básica em 14,25% ao fim de 2026. Isso implica em somente mais um corte este ano, seguido de uma pausa prolongada. Anteriormente, o BofA projetava que o juro atual de 14,50% cairia até 13,25% ao fim do ano.
A avaliação do BofA levou em conta os riscos de inflação em alta, atividade econômica impulsionada por estímulos fiscais e a desvalorização do real. O chefe de economia para Brasil e de estratégia para América Latina do Bank of America, David Beker, afirma que o Copom provavelmente sinalizará uma pausa por meio de uma mudança de linguagem, à medida que a barreira para novas flexibilizações aumenta e os retornos mais altos por mais tempo se intensificam.
Justificativa para a Revisão
David Beker justificou a revisão apontando um cenário macroeconômico “significativamente menos favorável” que reflete a “deterioração da dinâmica inflacionária atual” e a desvalorização do real. Além disso, o banco avalia que a atividade econômica permanece sustentada por estímulos fiscais e de crédito contínuos, o que pressiona a demanda e exige juros altos para segurar a inflação.
Os efeitos inflacionários possivelmente trazidos pelo El Niño, que ameaça as safras de 2027, além do impacto do fim da jornada 6×1, ainda não foram incorporados na avaliação. O BofA destaca que, nesse cenário, o espaço para novas flexibilizações monetárias é limitado, e o patamar para cortes adicionais tornou-se significativamente mais elevado, consistente com o retorno a um contexto de “juros altos por mais tempo”.
Conclusão
O Bank of America se juntou ao grupo de instituições que revisaram suas projeções para a Selic, incluindo a XP e a BTG. A revisão do BofA reflete a preocupação com a inflação em alta e a desvalorização do real, e sugere que o banco central pode manter os juros altos por mais tempo para controlar a inflação.
- O BofA revisou sua projeção para a Selic em 14,25% ao fim de 2026.
- A revisão levou em conta os riscos de inflação em alta e a desvalorização do real.
- O BofA avalia que a atividade econômica permanece sustentada por estímulos fiscais e de crédito contínuos.
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