Eleição no Japão: Maioria Folgada para o Partido da Primeira-Ministra Takaichi
A eleição realizada no domingo no Japão deve consolidar o poder da primeira-ministra Sanae Takaichi, segundo pesquisa de boca de urna divulgada pela emissora NHK. O Partido Liberal Democrático (PLD) caminha para conquistar uma maioria robusta na Câmara Baixa, a Casa mais poderosa do Parlamento japonês.
As projeções indicam que o PLD pode alcançar cerca de 300 das 465 cadeiras em disputa, bem acima do mínimo necessário para controlar a agenda legislativa. Caso a legenda confirme a aliança com o Partido da Inovação do Japão, a coalizão pode chegar a aproximadamente dois terços do total de assentos, patamar que facilita a aprovação de projetos sensíveis e reduz a dependência de negociações pontuais.
Consequências da Vitória
A provável vitória do PLD representa o primeiro grande teste eleitoral de Takaichi desde que ela assumiu o cargo e decidiu dissolver a Câmara Baixa no início do ano. Com a maioria, o governo ganha fôlego para avançar em uma agenda fiscal mais expansionista, incluindo a suspensão do imposto de 8% sobre alimentos por dois meses.
Além disso, a maioria projetada também abre caminho para elevar os gastos militares a 2% do PIB, dobrando o patamar historicamente adotado pelo Japão. Isso se alinha à visão defendida por Takaichi e herdada de seu padrinho político, o ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.
Relações Internacionais
A política externa é outro ponto sensível. A premiê tem adotado um discurso mais duro em relação à China, especialmente no contexto das tensões envolvendo Taiwan. Declarações recentes sobre um eventual apoio japonês aos Estados Unidos em um cenário de bloqueio chinês à ilha geraram reações em Pequim e aumentaram a atenção internacional sobre o tema.
Alguns pontos importantes sobre a eleição incluem:
- A maioria do PLD na Câmara Baixa deve facilitar a aprovação de projetos sensíveis.
- A política fiscal mais expansionista pode incluir a suspensão do imposto de 8% sobre alimentos por dois meses.
- O aumento dos gastos militares a 2% do PIB é uma proposta defendida por Takaichi.
Apesar da maioria esperada na Câmara Baixa, o governo ainda enfrentará um contrapeso institucional: a Câmara Alta, que não pode ser dissolvida pelo primeiro-ministro e onde a oposição mantém maior capacidade de bloqueio.
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