BNDES Descarta Impacto da Recuperação Extrajudicial da Raízen
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que não será afetado diretamente pelo pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, uma gigante do agronegócio. Isso ocorre apesar de o banco ter aprovado um financiamento de R$ 1 bilhão para a empresa em 2025, destinado à produção de etanol de segunda geração, um combustível mais sustentável.
De acordo com o BNDES, os financiamentos autorizados contam com garantia real, que são as próprias usinas da Raízen. Portanto, os pagamentos continuarão a ser feitos normalmente, conforme informado pela empresa. O banco também destacou que tem um sólido sistema de governança, o que garante uma das menores inadimplências do sistema financeiro, de apenas 0,008%.
Recuperação Extrajudicial: O Que É e Como Funciona
A recuperação extrajudicial é um processo que permite às empresas com dificuldades financeiras negociar dívidas diretamente com credores de forma ágil, com o objetivo de evitar a falência. Para que o acordo seja válido, ele precisa ser homologado pela Justiça. No caso da Raízen, o pedido de recuperação extrajudicial foi apresentado à Comarca da Capital de São Paulo.
A Raízen informou que a iniciativa de saneamento financeiro tem alcance limitado e não inclui dívidas e obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes e serão cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.
A Empresa e Seu Impacto
A Raízen é uma empresa criada em 2011, resultado de uma joint venture entre as empresas Cosan e a Shell. Ela atua em diversas atividades, incluindo o cultivo de cana-de-açúcar, a produção de açúcar e etanol, cogeração de energia, logística, transporte e distribuição de combustíveis, entre outros negócios. A empresa tem 45 mil funcionários e controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia.
O etanol de segunda geração, objeto do financiamento do BNDES, é um biocombustível sustentável produzido a partir de resíduos vegetais, como o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, em vez do caldo (açúcar) usado no etanol comum.
- Financiamento do BNDES: R$ 1 bilhão para a produção de etanol de segunda geração.
- Garantia real: As próprias usinas da Raízen.
- Inadimplência do BNDES: 0,008%.
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