BlackRock Aponta para Renda Fixa e Destaca Brasil como Uma das Principais Opções
A gestora americana BlackRock indicou que a América Latina e o Brasil são destaques para investimentos no segundo semestre do ano, mas não necessariamente na Bolsa. De acordo com Axel Christensen, estrategista-chefe para a região, a empresa vê mais oportunidades na renda fixa, impulsionada por pressões inflacionárias e juros mais altos.
Christensen destacou que o Brasil e a Colômbia oferecem alguns dos maiores retornos reais, com possibilidade de uma breve normalização monetária, apesar dos desdobramentos fiscais continuarem críticos. A gestora prefere oportunidades específicas em cada país, com uma seleção ativa e exposição temática.
A BlackRock sugere que a renda fixa nos prazos mais curtos apresenta menor risco e defende uma maior diversificação, incluindo títulos locais de países emergentes e crédito privado securitizado com garantias. Além disso, a empresa destaca a importância de títulos corrigidos pela inflação em moeda local.
- A região da América Latina é favorecida por um ambiente de queda da inflação e políticas monetárias críveis.
- A reformulação das forças globais de crescimento e fluxos de capitais também é um fator positivo.
- No entanto, a gestora prega seletividade diante da influência de fatores externos e internos.
Entre os riscos locais, Christensen cita a eleição presidencial no Brasil e a necessidade de demonstrar credibilidade fiscal como um diferencial importante. Além disso, um crescimento global menor, tensões geopolíticas e um aperto nas condições financeiras globais podem ser riscos externos para esses países.
A BlackRock reduziu recentemente a recomendação de “overweight” para “neutra” em Mercados Emergentes, o que serviu para realizar lucros obtidos no ano passado e no começo deste ano. No entanto, a empresa não descarta a possibilidade de revisitar essa recomendação dependendo do cenário.
Christensen destaca que a América Latina se destaca por ser menos impactada por fatores como a Inteligência Artificial e conflitos geopolíticos, o que a torna uma opção atraente para investidores que buscam diversificar seus portfólios.
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