Declaração do Presidente do Banco Central
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que uma parte importante do seu mandato é garantir que a autoridade monetária não se torne um “palanque para a política”. Essa declaração foi feita durante uma audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde Galípolo respondeu a perguntas sobre um termo de compromisso firmado entre o Banco Central e o ex-presidente da autarquia, Roberto Campos Neto.
Em junho do ano passado, o Banco Central firmou um termo de compromisso com Campos Neto, que à época já havia deixado o cargo de presidente da autoridade monetária. Nesse termo, Campos Neto se comprometeu a pagar R$ 300 mil à autarquia por não ter verificado a legalidade de operações de câmbio e as qualificações de clientes do segmento enquanto era administrador do Santander Brasil.
Explicação sobre o Termo de Compromisso
Galípolo explicou aos senadores que a assinatura do termo de compromisso é feita pelo Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter), que tem independência da própria diretoria do Banco Central. Quando questionado sobre a composição do colegiado e quem exerce o controle do comitê, Galípolo enfatizou que não permitirá que o caso se torne um “palanque” para a política.
Ele destacou que o seu mandato inclui cuidar da estabilidade financeira e da estabilidade monetária, mas também tem um terceiro mandato: não deixar o Banco Central se transformar em um “palanque para a política”. Galípolo enfatizou que não cabe a ele perseguir ninguém e que o seu foco é garantir a estabilidade do sistema financeiro.
- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que não permitirá que a autoridade monetária se torne um “palanque para a política”.
- O termo de compromisso foi firmado entre o Banco Central e o ex-presidente Roberto Campos Neto.
- O Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter) é responsável por assinar o termo de compromisso e tem independência da diretoria do Banco Central.
Em resumo, a declaração de Galípolo destaca a importância de manter a independência do Banco Central e evitar que a autoridade monetária se torne um “palanque para a política”.
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