Liquidação da Reag Investimentos
O Banco Central anunciou a liquidação da antiga Reag Investimentos, hoje CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, instituição financeira envolvida nas suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master. A empresa e seu fundador e ex-CEO, João Carlos Mansur, foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) na segunda fase da Operação Compliance Zero.
A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN, segundo o Banco Central. Com a medida, os bens dos controladores e dos ex-administradores da Reag Investimentos devem ficar indisponíveis, isto é, não podem ser alienados pelos donos.
Consequências da Liquidação
A Reag atuava sobretudo como administradora de cerca de 90 fundos de investimentos, cada um concentrando os recursos de diversos investidores. Com a liquidação da empresa, tais fundos seguem existindo, mas precisarão buscar uma nova gestora para os recursos.
As investigações apontam que a instituição é suspeita de administrar fundos fraudulentos ligados ao Banco Master, com o objetivo de ocultar o beneficiário final do dinheiro. As fraudes podem superar os R$ 11 bilhões e envolvem o desvio de recursos do SFN para abastecer o patrimônio pessoal dos envolvidos.
Investigações e Consequências
O caso está sendo investigado sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF) devido a suspeitas ainda não esclarecidas sobre o envolvimento de pessoas com foro privilegiado. O relator do caso é o ministro Dias Toffoli, que autorizou as diligências que tiveram ex-executivos da Reag e do Master como alvo.
Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) também está se debruçando sobre o escândalo, ameaçando realizar uma inspeção sobre os procedimentos que levaram o banco central a liquidar o Banco Master.
- A Reag Investimentos foi liquidadada devido a graves violações às normas do SFN.
- A empresa era administradora de cerca de 90 fundos de investimentos.
- As investigações apontam que a instituição é suspeita de administrar fundos fraudulentos ligados ao Banco Master.
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