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BBDC4: JPMorgan reduz projeções para o Bradesco e vê teto da rentabilidade em 17%

Revisão das Projeções do JPMorgan para o Bradesco

O JPMorgan revisou suas projeções de lucro para o Bradesco (BBDC4) após os resultados do quarto trimestre de 2025, reduzindo em 2,5% a receita estimada para R$ 27,5 bilhões e prevendo um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 15,5%. Essa revisão reflete o aumento dos custos operacionais, que pressionam a rentabilidade da instituição.

As estimativas do banco permanecem acima da mediana das projeções do mercado e da orientação oficial do Bradesco para o lucro líquido ajustado e a alíquota de imposto. No entanto, o JPMorgan acredita que o debate mais relevante está no “teto do ROE para o médio prazo”, que deve se situar em torno de 17%.

Desafios e Perspectivas

Os principais desafios para o Bradesco incluem:

  • O impacto negativo dos ativos fiscais diferidos na rentabilidade;
  • A demora na normalização da alíquota de imposto;
  • A pressão sobre as receitas provenientes de tarifas e outras fontes devido à otimização dos custos operacionais a partir de 2027.

Comparando com o Itaú Unibanco, o JPMorgan estima que o Bradesco dificilmente ultrapassará um ROE entre 17% e 17,5%, a menos que haja uma melhora significativa no patrimônio tangível ou uma queda expressiva nas taxas de juros no Brasil.

Recomendação e Valuation

Apesar das ressalvas, o banco considera o Bradesco uma ação ainda atraente, com dividend yield estimado em 7,6% e crescimento de lucro projetado em 12% para 2026 e 2027. No entanto, o JPMorgan mantém recomendação neutra para o papel, preferindo o Itaú, que apresenta um prêmio justificado no valuation. As ações do Bradesco são negociadas a 1,3 vezes o valor patrimonial e a 7,9 vezes o lucro estimado para 2026.

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