Resumo do Relatório do Itaú BBA sobre a Hapvida
O Itaú BBA avalia que a Hapvida está passando por um processo de ajuste relevante, com avanços recentes na gestão, mas ainda distante de uma recuperação completa dos resultados. Após um terceiro trimestre abaixo do esperado e um quarto trimestre ainda mais desafiador, a companhia viu suas ações reagirem, subindo aproximadamente 42% no mês.
As principais preocupações do Itaú BBA incluem:
- Pressão operacional e financeira
- Perda de participação de mercado em São Paulo
- Elevado custo por beneficiário
- Investimentos em expansão da rede e melhora de percepção de qualidade
No entanto, o banco destaca que há fatores que podem mitigar essas pressões, como:
- Fechar capacidades ociosas e aumentar o uso de redes terceirizadas
- Reformulação da oferta para pequenas e médias empresas
O Itaú BBA projeta que a sinistralidade deve permanecer elevada ao longo de 2026 e estima um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de R$ 2,5 bilhões. Além disso, o banco prevê que o fluxo de caixa livre deve permanecer limitado devido a despesas com arrendamentos, investimentos e custo financeiro.
O Itaú BBA mantém recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) para a Hapvida, com preço-alvo de R$ 15 por ação ao fim de 2026, refletindo cautela com a trajetória de recuperação no curto prazo.
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