Resumo do Desempenho do Banco do Brasil no 1T26
O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou um desempenho fraco no primeiro trimestre de 2026, com um lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, uma queda de 53,5% em relação ao mesmo período de 2025. A principal preocupação não foi o resultado em si, mas sim a revisão do guidance para 2026, que aponta para uma deterioração mais intensa e prolongada do custo de crédito, especialmente no agronegócio.
A carteira de crédito expandida do banco estatal somava R$ 1,3 trilhão ao final de março, com um índice de inadimplência acima de 90 dias de 5,05%. O banco revisou sua projeção de lucro para 2026 para um intervalo de R$ 18 bilhões a R$ 22 bilhões, abaixo das expectativas do mercado.
Análise dos Analistas
Os analistas da XP Investimentos consideram que o resultado foi fraco, mas em linha com as expectativas. No entanto, a revisão do guidance para 2026 é a principal preocupação, pois aponta para uma deterioração mais intensa e prolongada do custo de crédito.
A Genial Investimentos também ressalta que o cenário do agro permanece desafiador, com recuperações judiciais sem arrefecimento relevante e uma safra 26/27 que aponta para uma assimetria de risco negativa.
Recomendações
Os analistas seguem cautelosos com as ações BBAS3, com 6 casas recomendando manutenção, 2 recomendando venda e apenas 2 recomendando compra. A XP Investimentos reforçou sua recomendação neutra, enquanto a Genial Investimentos mantém recomendação de manutenção com preço-alvo de R$ 23,30.
- O JPMorgan e o Bradesco BBI possuem recomendação neutra para os ativos, com o BBI tendo preço-alvo de R$ 21.
- O Goldman Sachs tem mesmo preço-alvo, mas recomendação de venda.
Em resumo, o desempenho do Banco do Brasil no 1T26 foi fraco, com uma revisão do guidance que aponta para uma deterioração mais intensa e prolongada do custo de crédito. Os analistas seguem cautelosos com as ações BBAS3, com recomendações variadas.
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