Novas Regras do FGC: Bancos Apoiam Decisão do CMN
A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) avaliou positivamente as novas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As medidas visam reduzir riscos e preservar a estabilidade do setor financeiro.
Segundo a entidade, as mudanças aprimoram a gestão de liquidez dos bancos e os mecanismos ligados ao FGC, considerado fundamental para proteger investidores. A decisão acompanha a evolução recente do mercado e fortalece a regulação financeira no país.
- As novas regras incluem a criação de um novo indicador, chamado Ativo de Referência (AR), que mede a qualidade e a liquidez dos ativos dos bancos.
- Instituições que captarem recursos com proteção do FGC, mas tiverem ativos de maior risco ou de difícil venda, serão obrigadas a aplicar parte desse dinheiro em títulos públicos federais.
- As medidas também reforçam o combate ao “risco moral”, quando instituições assumem mais riscos por saberem que contam com algum tipo de proteção.
A ABBC destacou que a iniciativa é “oportuna e tempestiva” para responder à evolução recente do mercado e mitigar riscos. A entidade também ressaltou que a medida contribui para restringir o uso excessivo da garantia do FGC e desestimular estratégias baseadas em crescimento acelerado.
Além disso, o CMN também ampliou as exigências de liquidez dos bancos, alinhando o Brasil a padrões internacionais como o acordo de Basileia 3. A implementação gradual das regras permitirá que os bancos se adaptem às novas exigências.
O aperto regulatório ocorre após episódios recentes de instabilidade no sistema financeiro, como o colapso do Banco Master, liquidado pelo Banco Central do Brasil.
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