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Desaprovação de Lula Atinge 53,5% e Expos Desgaste Persistente

A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada recentemente, revela que 53,5% dos brasileiros desaprovam o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 45,9% aprovam a gestão. Esse resultado mantém a rejeição acima da metade do eleitorado e confirma um padrão já observado na rodada de fevereiro.

A comparação entre os levantamentos indica que o movimento não é pontual, mas sim um desgaste persistente que se concentra nos mesmos segmentos, reduzindo a margem de recuperação no curto prazo. Os recortes demográficos mostram que o desgaste segue concentrado nos mesmos grupos identificados anteriormente, incluindo jovens e eleitores com renda intermediária.

Desgaste em Segmentos Específicos

Entre os jovens, a rejeição continua sendo o principal ponto de atenção, com 58,6% de desaprovação em fevereiro. Esse comportamento tende a se refletir na média atual e indica dificuldade do governo em dialogar com um eleitorado mais sensível a expectativas econômicas e de inserção no mercado de trabalho.

Na renda, o movimento ganha relevância eleitoral, com desaprovação superior à aprovação entre eleitores com renda de até R$ 2 mil, um grupo historicamente associado ao PT. A pressão é ainda mais intensa na faixa intermediária, com eleitores com renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil concentram um dos piores desempenhos do presidente.

Recorte Religioso e Gênero

O recorte religioso segue como uma das principais barreiras de crescimento, com desaprovação entre evangélicos alcançando patamar elevado. Entre católicos, Lula mantém vantagem, mas insuficiente para compensar a resistência em outros segmentos religiosos.

No gênero, a assimetria também persiste, com o presidente continuando melhor avaliado entre mulheres, enquanto enfrenta rejeição mais forte entre homens. Esse desequilíbrio ajuda a sustentar parte da base, mas não altera o quadro geral de desaprovação majoritária.

Base Regional e Cenário Eleitoral

O Nordeste segue como principal pilar de sustentação do governo, mantendo maioria de aprovação. No entanto, outras regiões apresentam resistência consolidada, com Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram níveis mais altos de desaprovação.

O impacto desses dados aparece diretamente nas simulações eleitorais, com Lula liderando o primeiro turno, mas vendo a vantagem diminuir, enquanto adversários ganham terreno. No segundo turno, o empate técnico com nomes do campo bolsonarista indica que a eleição tende a ser definida por variações marginais em segmentos específicos.

A manutenção da desaprovação em nível elevado ajuda a explicar esse encurtamento. Quando a rejeição ultrapassa 50%, a margem de crescimento eleitoral fica mais restrita, e o desempenho passa a depender de recuperação em grupos onde o governo já enfrenta dificuldades.

O levantamento ouviu 5.028 pessoas entre os dias 18 e 23 de março, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

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