Asteroides Próximos da Terra: O Caso do 2026 JH2
Um asteroide recém-descoberto, batizado de 2026 JH2, está prestes a passar muito perto da Terra, chamando a atenção de astrônomos e entusiastas da astronomia. Com um tamanho estimado entre 15 e 35 metros de diâmetro, equivalente ao tamanho de dois ônibus ou até mesmo de uma quadra de basquete, esse objeto celeste está programado para cruzar o espaço a cerca de 90 mil quilômetros do planeta, o que é considerado uma distância muito curta.
A aproximação mais próxima está prevista para acontecer por volta das 18h30 (horário de Brasília) na segunda-feira, e antes disso, o asteroide também deve passar relativamente perto da Lua. Apesar da proximidade, cientistas e agências espaciais afirmam que não existe risco de colisão com a Terra, segundo os cálculos atuais.
Características do 2026 JH2
O 2026 JH2 pertence à categoria dos chamados NEOs (objetos próximos da Terra), que reúne asteroides e cometas cujas órbitas cruzam ou se aproximam da órbita terrestre. Dentro dessa classificação, ele é considerado um “asteroide Apollo”, tipo de corpo celeste que orbita o Sol em trajetórias alongadas e cruza periodicamente o caminho da Terra.
A aproximação desse asteroide ganhou repercussão porque poucos asteroides conhecidos passam tão perto da Terra em intervalos curtos de tempo. No entanto, especialistas reforçam que manchetes alarmistas costumam exagerar o risco desses eventos.
Observação do Fenômeno
Conforme se aproximar da Terra, o asteroide ficará temporariamente mais brilhante e poderá ser observado com telescópios amadores em regiões de céu limpo e escuro. Para quem quiser acompanhar o fenômeno, o projeto Virtual Telescope transmitirá imagens ao vivo da passagem do asteroide pela internet. Além disso, aplicativos de observação astronômica também já conseguem rastrear o objeto e indicar sua posição no céu.
Os asteroides pequenos, como o 2026 JH2, ainda são difíceis de detectar, pois refletem pouca luz e podem ser identificados apenas poucos dias antes da aproximação. No entanto, a tecnologia e a colaboração entre cientistas e entusiastas da astronomia permitem que esses eventos sejam monitorados e estudados com mais precisão.
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