A 61ª Bienal de Veneza: Crise Política e Judicial
A 61ª Bienal de Veneza, que abriu em 9 de maio, está enfrentando uma crise política e judicial sem precedentes. A edição deste ano começou sem júri e sem o tradicional Leão de Ouro, e agora está ameaçada por um processo judicial coletivo de mais de cem artistas participantes.
O problema começou quando o júri de cinco membros anunciou que não consideraria para o Leão de Ouro nenhum artista representando um país cujo governo ou líder enfrentasse acusações no Tribunal Penal Internacional. Oito dias depois, o júri renunciou coletivamente, criando um vácuo que a organização da Bienal tentou preencher com a criação do Visitors’ Lions, um prêmio votado pelo público em geral.
No entanto, um grupo de artistas que inclui Laurie Anderson, Alfredo Jaar, María Magdalena Campos-Pons e Walid Raad, protestou contra a inclusão de seus nomes na cédula do Visitors’ Lions, alegando que haviam pedido formalmente para ser retirados da disputa. A organização da Bienal respondeu que manteve os nomes na cédula para “garantir a todos os visitantes sua liberdade de expressão”, mas os artistas não se convenceram.
A Crise Política e a Ausência da Curadora
A edição deste ano da Bienal de Veneza também carrega o peso simbólico da ausência de sua curadora original, Koyo Kouoh, que morreu em 2025 aos 58 anos, meses após ser anunciada para o cargo. A exposição “In Minor Keys” seguiu adiante com sua equipe, mas a crise política e judicial sobrepõe-se à obra.
Os artistas que ameaçam processar a Bienal de Veneza estão preocupados com a falta de transparência e respeito à sua decisão de não participar do prêmio. A organização da Bienal ainda não respondeu à pergunta de quem está no comando desta edição, o que aumenta a incerteza e a crise.
- Mais de cem artistas participantes da edição ameaçam processar a Bienal de Veneza.
- O júri de cinco membros renunciou coletivamente após anunciar que não consideraria artistas de países com governos ou líderes acusados no Tribunal Penal Internacional.
- A organização da Bienal criou o Visitors’ Lions, um prêmio votado pelo público em geral, mas os artistas protestam contra a inclusão de seus nomes na cédula.
A crise política e judicial na 61ª Bienal de Veneza é um desafio para a organização e para os artistas, e é necessário encontrar uma solução que respeite a liberdade de expressão e a decisão dos artistas.
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