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Artemis II: Conheça os Efeitos do Espaço nos Músculos, Ossos, Cérebro e até o DNA

A missão Artemis II encerrou sua fase mais delicada com o pouso na Terra, marcando o início de um processo crítico para a saúde dos astronautas. A readaptação do corpo humano à gravidade após dias expostos a um ambiente que altera músculos, ossos, cérebro e até o DNA é um desafio significativo.

A bordo da cápsula Orion, os astronautas Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen voltaram após dez dias de missão e mais de 406 mil quilômetros percorridos. A reentrada consolidou o sucesso técnico do voo, mas os efeitos da viagem continuam mesmo depois do pouso.

Impactos na Saúde

Assim como a gravidade molda o funcionamento do corpo humano, a ausência dela provoca mudanças profundas. No ambiente de microgravidade, músculos e ossos deixam de ser exigidos como na Terra e começam a enfraquecer rapidamente. Alguns dos principais impactos incluem:

  • Perda de massa muscular: especialmente em regiões responsáveis pela postura, como costas, pescoço, panturrilhas e quadríceps. Em poucas semanas, astronautas podem perder até 20% dessa massa.

  • Perda de densidade óssea: sem a pressão constante da gravidade, a densidade óssea diminui gradualmente. Em missões de seis meses, a perda pode chegar a 10%, elevando o risco de fraturas e tornando a recuperação mais lenta.

  • Alterações cognitivas: pesquisas com o astronauta Scott Kelly indicaram alterações cognitivas após o retorno à Terra, como redução na velocidade e na precisão de respostas.

  • Mudanças na conectividade neural: especialmente em áreas ligadas ao equilíbrio e à orientação.

No nível celular, os impactos também chamam atenção: os telômeros, estruturas que protegem o DNA, tendem a se alongar no espaço e a encurtar rapidamente após o retorno — um comportamento considerado incomum em relação ao envelhecimento natural.

A recuperação dos astronautas após a volta à Terra varia principalmente conforme o tempo passado no espaço. Em missões mais curtas, de poucos dias em órbita baixa, a maior parte dos efeitos no organismo, cerca de 95%, tende a ser revertida após o retorno.

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