Greve contra reforma trabalhista na Argentina teve adesão significativa
A greve geral realizada na Argentina contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei teve uma adesão “muito significativa”, com cerca de 90% da atividade paralisada, segundo o sindicato CGT.
A reforma, que inclui a redução de indenizações, a extensão da jornada de trabalho para 12 horas e a limitação do direito de greve, mobilizou milhares de pessoas nas imediações do Congresso, onde a Câmara dos Deputados debate a legislação.
Os setores mais impactados pela paralisação foram o de aviação, com mais de 31 mil passageiros afetados pelo cancelamento de 255 voos, e o de transporte público, que paralisou os bancos e repercutiu na atividade comercial e produtiva.
Além disso, a greve também afetou a atividade esportiva, com a suspensão dos jogos da Liga Profissional de Futebol. No Brasil, ao menos 62 voos foram suspensos, entre chegadas e partidas, nos aeroportos de Galeão e de Guarulhos.
O sindicato CGT atribuiu a adesão à greve a “um rompimento do tecido social e produtivo” e alertou que, se a reforma for aprovada, o conflito se intensificará. O Governo, por sua vez, minimizou o impacto da greve e fez acusações contra os sindicalistas.
Entre os principais pontos da reforma trabalhista, está a redução de indenizações e a extensão da jornada de trabalho, o que pode afetar a produção de pneu e outros setores.
Os principais pontos da greve incluem:
- Adesão de 90% da atividade paralisada
- Redução de indenizações e extensão da jornada de trabalho
- Limitação do direito de greve
- Impacto nos setores de aviação, transporte público e esportivo
- Afetação da atividade comercial e produtiva
A greve foi realizada em meio à crescente agitação social e um dia após o fechamento de uma importante fábrica de pneus, que resultou na demissão de 900 trabalhadores.
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